Cada galpão pelo Rio Grande do
Sul e pelo Brasil a fora no dia de hoje, é um rodeio de lembranças, onde até os
piás rememoram em cantigas guerreiras e de peleias simuladas, os feitos
heroicos do Centauro dos Pampas.
À invocação desta figura
mitológica de Centauro (homem e cavalo) comemoramos mais uma Semana Farroupilha
e o 20 de Setembro – “Dia do Gaúcho”- fazendo da Tradição um estuário de lutas,
vitórias, honra, dignidade e glória de um Rio Grande do passado.
Justa homenagem ao homem rural,
ao homem do campo que defendeu e desenhou as fronteiras do País.
Da mistura do índio, português,
lagunense, paulista e mameluco, nasce em pleno pampa e alto das serras
rio-grandenses, o gaúcho, tipo de etnia inconfundível pela destreza, pela
bravura e pela força. Miscigenou-se com os italianos e alemães e disto resultou
uma raça muito linda de tez clara e olhos azuis.
Foi no lombo do cavalo, que
apeou, um dia, o mestiço ágil e valente, que veio a chamar-se “peão de
estância”. E o homem e o cavalo, inseparáveis nos dias de lutas, como nos dias
de alegria e de trabalho, foram protagonistas de muitas epopeias. O gaúcho, sua
lança e as quatro patas do cavalo formaram as cinco armas na Revolução
Farroupilha.
Amigos indispensáveis um ao outro, nas lides
campeiras, nas marcações, nas domas, nas viajadas quando iam para os fandangos
de sábados ou a aventura galante de levar uma prenda na garupa.
É a este homem com seus costumes
e tradição, seu jeito alegre, que gosta de gaita, de dança, de cantos e de
poesias que se presta esta homenagem.
E para que suas tradições não
fossem esquecidas, criou-se o Movimento Tradicionalista Gaúcho, formado por
Centros de Tradições Gaúchas, onde as famílias se divertem pais e filhos, numa
união incompreensível para alguns, mas tão simples para os gaúchos.
CTG para o gaúcho é tão
importante quanto a Bandeira, o Hino, o Churrasco e o Chimarrão.
É um Símbolo e simbolismo é
retrato, imagem, expressão, cor, voz e pensamento.
Símbolo como a cuia de chimarrão
que passa de mão em mão, como um cachimbo da paz e da amizade entre os povos.
Simbolismo é este Movimento
Tradicionalista Gaúcho, criando em todas as cidades do Rio Grande e por todo o
Brasil os “Centros de Tradições Gaúchas” que mantem acesos os fogões do chão sulino,
sem permitir chamais apagar-se através da chama crioula o espírito de
hospitalidade do cavalheirismo, da honradez, da bondade, da força temperada de
bravura, galardão e virtude dos homens nascidos num berço de grama verde e
cortinado de céu azul que é o Rio Grande do Sul, querência, rincão, pagos de um
povo com passado de glórias e desafrontas.
Canta gaúcho teu chão e com
respeito canções de amor a tua companheira.
Diga versos à beira do fogo, em
noites de luar.
Sapateia, e em danças
cerimoniosas e galanteadoras te dediques na conquista de tua prenda.
Canta teu Povo. Canta teu Hino.
Canta tua terra!
Que é o teu Rio Grande do Sul,
Céu, Sol Sul, Terra e Cor.
Onde tudo o que se planta cresce
e o que mais floresce é o Amor!
Zaira
Maria Caovilla Padilha

Nenhum comentário:
Postar um comentário
Faça seu comentário! Participe.